TSE nega autorização para pronunciamento de Queiroga sobre vacinação
No período eleitoral, é necessária autorização da Justiça Eleitoral
No período eleitoral, é necessária autorização da Justiça Eleitoral
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro
Alexandre de Moraes, negou pedido de autorização para transmissão de
pronunciamento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em cadeia de rádio e TV
para reforçar a campanha de vacinação de crianças contra a poliomielite. A
decisão foi assinada no dia 1º de outubro.
O pedido de autorização foi feito no dia 30 de
setembro pela Secretaria de Comunicação Social, órgão do Ministério das
Comunicações. O pronunciamento seria veiculado em 7 de outubro e
teria objetivo de conclamar a população a aderir à campanha de vacinação, alertando
os pais sobre a importância da campanha diante dos dados que mostram diminuição
da cobertura vacinal.
Na decisão, Moraes disse que, embora o pronunciamento seja
educativo sobre a importância da vacinação, não há gravidade e urgência para
justificar a aparição de Queiroga em cadeia nacional durante as eleições.
Pela legislação, a autorização prévia da Justiça Eleitoral
para veiculação de pronunciamentos é necessária durante o período
eleitoral.
"De fato, mesmo que a divulgação de dados e alertas assuma
inegável importância para a adequada conscientização e, consequentemente,
aumento da cobertura vacinal, mostra-se plenamente viável que a população tenha
acesso a tais informações por outros meios, razão pela qual, no caso, não se
revela imprescindível que, para atingir a mesma finalidade pretendida, o
titular da pasta se pronuncie na rede nacional de rádio e TV, sob pena de
violação ao princípio da impessoalidade, tendo em vista a indevida
personificação, no período eleitoral, de ações relacionadas à administração
pública", afirmou Moraes.
Queiroga comentou a decisão após participar de um seminário
sobre o futuro da indústria farmacêutica no Brasil.
"Nós fizemos a nossa parte, nós solicitamos para fazer
um pronunciamento em rede nacional de rádio e de televisão, mas o
presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, entendeu que feria
preceitos constitucionais de impessoalidade. Os poderes são autônomos, devem
ser harmônicos e todos nós temos que nos curvar à legislação",
declarou.
Vacinação
Mais cedo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga,
disse que a pasta vai atingir a meta de vacinar 95% das crianças
menores de 5 anos contra a poliomielite. Atualmente, segundo o ministro, a
cobertura vacinal está em torno de 60%. Ao todo, 14,3 milhões de crianças devem
receber a dose.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite
começou no dia 8 de agosto e foi encerrada na última sexta-feira
(30), depois de ser prorrogada uma vez por causa da baixa adesão.
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